"A diversão no mundo da química!"

"A diversão no mundo da química!"

sábado, 17 de abril de 2010

O que a química diz do beijo e da paixão:







A química do beijo e da atração sexual vem sendo estudada há décadas e, em alguns aspectos, ainda é repleta de mistérios.

Beijo de amigo, beijo selinho, beijo comportado, beijo romântico, beijo sensual, beijo de lado, beijo roda-gigante, beijo aspirador de pó, beijo roubado, beijo devolvido, beijo com pressa, beijo sem pressa, beijo tântrico ... Quantos tipos de beijo você conhece? Provavelmente todos. A diferente “nomenclatura” depende apenas da sua geração, da cultura de seu país e de querer, enfim, dar “nome aos bois”.

Por exemplo, os romanos classificavam ou nomeavam os beijos em apenas três tipos: o basium, trocado entre conhecidos; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, que era o beijo dos amantes.

No encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), realizado de 12 a 16 de fevereiro de 2009, um dos simpósios foi dedicado à “Ciência do Beijo” e, entre outros assuntos, foram discutidos a química do beijo e de prováveis feromônios de atração sexual humana.

A antropóloga Helen Fischer da Universidade de Rutgers em Nova Jérsei (EUA) conta que, assim como os chipanzés, 90 % das sociedades humanas praticam o beijo e acredita-se que o ato de beijar oferece uma vantagem evolutiva.

Segundo matéria de Chip Walter para a revista Scientific American de Janeiro de 2008 (Affairs of the Lips: Why We Kiss), o beijo desencadeia uma cascata de eventos químicos que transmitem sensações táteis, estímulos sexuais, sentimento de proximidade, motivação e euforia.

Para Fischer, o homem prefere os beijos molhados e com a língua em ação, permitindo a transferência de maior quantidade de testosterona à mulher. Testosterona, todos já sabem, aumenta a libido - consequentemente melhora o humor - feminina. O “beijo de língua” também permitiria que os homens percebam, inconscientemente, se a mulher está em sua fase menstrual.
Testosterona


Mas se é no “beijo molhado” que substâncias químicas são trocadas através da saliva, para os casais essa troca pode significar o fim do relacionamento ou o início de uma relação duradoura, até que o último beijo (ou a falta de) os separe.



A química do beijo
No encontro dos lábios, desencadeia-se um processo elaborado de prazer. Todos os sentidos são envolvidos e a química entre as duas pessoas leva a sensações de felicidade e euforia. O beijo assim como o toque são essenciais para o bem-estar do ser humano.

O cérebro

O transmissor neuroquímico feniletilamina, que potencializa os processos cerebrais, aumentando a velocidade dos impulsos elétricos, é o primeiro a ser liberado.

Outros neurotransmissores envolvidos são a dopamina, que desencadeia o estado de euforia, e a norepinefrina, responsável por estimular a adrenalina, que dá energia extra.

Grandes quantidades de endorfina e oxitocina – principais hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar – são liberadas. Apenas o ato de imaginar um beijo na pessoa querida já libera os hormônios. Durante o beijo, a sensação é ainda maior, causando o prazer que leva a querer continuar beijando.

O hormônio vasopressina, responsável por ativar a memória, é acionado e leva à lembrança vívida de cada detalhe do momento do beijo.

O Corpo

As pupilas se dilatam.

As mãos suam.

Sente-se fraqueza nos joelhos.

O coração dispara.

Frio no estômago.

O córtex visual do cérebro fica alerta, percebendo os mínimos detalhes do outro.

A voz do amado perto do ouvido cria uma sensação reconfortante.

O olfato e o paladar captam cada mínimo cheiro e gosto associados ao outro.

Beijo elétrico

Como os lábios são uma das regiões mais sensíveis do corpo humano, um beijo envolve cerca de 10 bilhões de células nervosas carregadas de energia.

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